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Regulamento

Regulamento Técnico e Desportivo 2009

Trial Bike

 Versão provisória

Download (PDF): Regulamento Provisorio 2009

1.       Generalidades

1.1. As competições de Trial Bike, disputam-se em terreno natural, no respeito pelo meio ambiente, em espaços urbanos ou pavilhões;

1.2. Os organizadores e/ou concorrentes, devem respeitar integralmente as disposições em vigor, relativamente ao código da estrada, regulamentos desportivos e de protecção ambiental;

1.3. Os organizadores são responsáveis pela obtenção das autorizações necessárias, de natureza administrativa ou outra, em matéria de utilização dos percursos em competições;

1.4. Todas as situações e/ou questões passíveis de ocorrer, não abordadas neste regulamento, são de exclusiva análise e decisão da organização das competições oficiais de Trial Bike.

 

2.       Definições

2.1. O Trial Bike é um desporto de competição ciclista, no qual se deve percorrer um circuito definido por “zona”, com o mínimo de penalizações possível.

2.2. Zonas

2.2.1.        Devem ser novas e naturais;

2.2.2.        Devem-se evitar delimitar percursos perigosos;

2.2.3.        Devem ser substancialmente diferentes e variadas entre si;

2.2.4.        Devem ser delimitadas, em ambos os lados, por bandas plásticas;

2.2.5.        A linha do fim de zona deve situar-se no mínimo a 2 metros após a última dificuldade;

2.3. As partes que delimitam os concorrentes são:

2.3.1.        Frontal – eixo da roda da frente;

2.3.2.        Posterior – eixo da roda traseira.

2.4. A entrada e saída da zona é indicada pelo eixo da roda da frente.

2.5. A passagem antecipada nas zonas oficiais, por outros meios que não a pé, é totalmente proibida, sendo desclassificados aqueles que a realizarem;

2.6. As zonas destinadas a cada categoria são marcadas com setas de cores diferentes.

 

3.       Licença desportiva

Para participar nas competições desportivas oficiais de Trial Bike é necessário que cada atleta possua uma licença desportiva actualizada, emitida pela Federação Portuguesa de Ciclismo.

4.       Comissário Presidente e Delegado Técnico

O Comissário Presidente e o Delegado Técnico têm como principal objectivo a oficialização da prova. Estes, devem verificar se há algum percurso que ponha em causa a segurança dos atletas, caso haja terão que proceder às alterações necessárias. Em situação de protesto, o Comissário Presidente e/ou o Delegado Técnico devem analisar e definir a sua solução.

 

5.       Chefe dos Comissários

O Chefe dos Comissários, além de arbitrar exercer as funções de um Comissário (consultar 6. Comissário), deve, em caso de protesto, analisar conjuntamente com o Delegado Técnico e/ou o Comissário Presidente a solução do protesto.

 

6.       Comissário

O Comissário de cada zona tem os seguintes deveres e responsabilidades:

        - Atribuir a pontuação, conforme o regulamento em vigor, a cada atleta que efectue a sua zona;

        - Manter a ordem, em todos os momentos, dentro da zona que está a arbitrar;

        - Recordar aos atletas, acompanhantes e espectadores que devem situar-se fora dos limites de zona;

        - É o único autorizado a dar a entrada em zona ao atleta;

        - Estabelecer o momento de saída dos atletas, através da colocação das tarjetas por ordem de recepção;

        - Indicar com voz alta cada ponto de penalização juntamente com a indicação dos dedos das mãos e também indicar o tempo de zona de 30 em 30 segundos e contagem decrescente nos últimos 15 segundos;

        - Se o atleta derrubar alguma seta, ou estaca, ou uma fita o Comissário tem de restaurar o dano antes da entrada do seguinte atleta.

 

7.       Regulamento da prova

7.1. O horário de inscrição na prova inicia às 11:00 horas e termina às 13:00 horas. Após este tempo o atleta não se pode inscrever;

7.2. Horário da prova é definido pela entidade organizadora;

7.3. O tempo máximo permitido para a realização de cada zona é de 2min:30seg;

7.4. Tempo de duração da prova é de 3h:00min e o tempo de penalização é de 30 minutos. A utilização do tempo de penalização é contabilizada por 0,2 pontos por minuto (30 minutos = 6 penalizações). Caso este tempo seja ultrapassado, o atleta é desclassificado;

7.5. A saída dos atletas é realizada por categorias. As categorias Open 1 e Open 2 são as primeiras a sair, passados 5 minutos sai a categoria Sénior e passados outros 5 minutos sai a categoria Elite;

7.6. Os atletas devem realizar as zonas na ordem em que estas estão apresentadas, sendo proibido trocar a ordem;

7.7. São permitidas reparações mecânicas, contudo estas não podem ser realizadas no interior das zonas ou em locais passíveis de criar perigo a outros concorrentes;

7.8. Não existe qualquer distinção regulamentar entre a roda 20 e 26;

7.9. É absolutamente proibido aos concorrentes a modificação da configuração das zonas, caso se verifique, o atleta em causa pode ser desclassificado;

7.10.  O atleta deve, ao chegar a cada zona, entregar a sua tarjeta ao respectivo comissário, que a colocará por ordem de recepção. Ao chegar á vez do atleta, o comissário efectuará a sua chamada, tendo o atleta 1 minuto para dar inicio ao seu percurso. Ao não iniciar nesse prazo o comissário passará a tarjeta para último, tendo o atleta que voltar a esperar pela sua vez;

7.11.  Caso o atleta penalize cinco pontos, durante a realização de uma zona, este terá que a abandonar de imediato;

7.12.  Caso durante a realização de uma zona o atleta seja interferido, de modo a colocar em causa o seu desempenho em zona, o comissário deve parar o tempo no momento da interferência e reter o número de penalizações que o atleta levava. Em seguida, após a resolução da destabilização, o atleta deve colocar-se no local onde foi interferido e o comissário deve dar inicio à contagem do tempo que restava e somar, aos pontos que o atleta já trazia, os pontos que poderá colocar na finalização da zona. Nos casos de avaria o atleta terá que terminar a zona, em caso contrário penaliza 5 pontos;

7.13.  O atleta ao finalizar uma zona deve-se deslocar até ao comissário para recolher a tarjeta.

8.       Penalizações

8.1. Todo o contacto dentro da zona com qualquer parte do corpo (excepto a mão que são 5 penalizações) e com uma parte da bicicleta (excepto os pneus que são 0 penalizações) é considerado 1 ponto de penalização. Durante o movimento da bicicleta com um pé no solo aceitam-se todos os contactos da bicicleta, excepto do guiador, que é 1 penalização;

8.2. Em caso do atleta arrastar o pé apoiado contabiliza-se 1 ponto desde o inicio até à primeira paragem. Se, após a primeira paragem, o pé volta a arrastar contabiliza-se mais 1 ponto até à próxima paragem, e assim sucessivamente;

8.3. Quando o atleta coloca o pé no solo (1 penalização) é possível, sem sofrer qualquer penalização, girar o pé sobre si mesmo;

8.4. Depois do atleta iniciar a zona, ou seja, o eixo frontal da sua bicicleta passar a porta de entrada, este não poderá sair novamente. É de salientar que o mesmo não acontece com o eixo traseiro, assim, após a passagem do eixo traseiro pela porta de entrada, este poderá sair por esta porta, mantendo-se sempre o eixo frontal dentro dos limites da zona;

8.5. Tabela de penalizações possíveis:

 

- Passar o tempo limite de 2 minutos e 30 segundos / 5 penalizações

- Passar a zona sem penalizações / 0

- Um pé no chão / 1

- Dois pés alternados no chão / 2

- Dois pés apoiados no chão ao mesmo tempo / 5

- Apoiar a protecção, ou pedais, ou guiador,

ou qualquer parte da bicicleta excepto os pneus / 1

- Cinco ou mais pés / 5

- Com ou sem pé no solo se apoiarmos com o guiador / 1

- Apoiar a mão / 5

- Apoiar qualquer parte do corpo excepto a mão / 1

- Se o eixo de uma das rodas ultrapassar os limites de zona (fitas)

contactando ou não com o solo / 5

- Se temos 1 pé no solo (1 ponto) e apoiarmos o joelho,

ou o cotovelo ou outra parte do corpo excepto a mão / 2

- Colocar um pé no solo dentro ou fora dos limites da zona                / 1

- O atleta passa nas setas de outra categoria / 5

- Passar entre as setas no sentido inverso / 5

- Dentro de uma zona se a roda da frente sai da porta de entrada / 5

- O cubo traseiro não passa entre as setas da categoria correspondente / 5

- O cubo dianteiro não passa entre as setas da categoria correspondente / 5

- Os cubos passam entre as setas da categoria correspondente / 0

- O pé cruza a linha do quadro, e o outro pé encontra-se apoiado no chão / 5

- O pé cruza a linha do quadro, e o outro pé apoia em qualquer obstáculo / 5

- O pé cruza a linha do quadro, e o outro pé encontra-se apoiado no pedal               / 1

- A mão agarra qualquer parte da bicicleta excepto o guiador e avanço / 5

- Partir uma estaca, ou rebentar uma fita ou tombar uma seta / 5

- Perder a tarjeta de penalização / 25

- Discutir, com maus modos, a penalização atribuída / 10

 

9.       Desclassificações

9.1. Treinar as zonas;

9.2. Agressões físicas;

9.3. Passar os 30 minutos de penalização;

9.4. Modificar os obstáculos e sinalizações das zonas;

9.5. Abandonar a prova sem entregar a tarjeta.

 

10.   Protestos

10.1.  Apenas os concorrentes ou seus representantes legais podem apresentar protestos;

10.2.  Os protestos apenas podem ser apresentados aquando da entrega da tarjeta de penalização no secretariado da prova, devendo o atleta requisitar, ao Delegado Técnico, o impresso de protesto. O atleta possui um período de 10 minutos para preencher e entregar o impresso no secretariado;

10.3.  Cada protesto apenas deve referir 1 item;

10.4.  O julgamento de cada protesto é realizado pelo Delegado Técnico e/ou pelo Comissário Presidente e pelo Chefe dos Comissários.

 

 

11.   Categorias

11.1. A idade mínima para um atleta competir em provas de Trial Bike, homologadas pela Federação Portuguesa de Ciclismo, é de sete anos;

11.2. Cada atleta pode-se inscrever em qualquer categoria, à excepção da categoria Elite e respeitando os limites de idade presentes no ponto 11.5.

11.3. O acesso à categoria Elite só pode ser efectuado pelos atletas que vencem a categoria Sénior e pelos atletas que constam na “Lista de atletas Elite 2009” (consultar anexo II);

11.4. À excepção dos atletas inscritos na categoria Elite, os atletas podem alterar, uma vez, a sua categoria ao longo da época. A mudança de categoria implica a perda total dos pontos obtidos até esse momento;

11.5. Os atletas internacionais não são abrangidos pelo ponto 11.3. Cabe ao Delegado Técnico permitir ou não a inscrição destes atletas na categoria Elite;

11.6. Cores e limites de idade por categoria:

 

Open 1          Branco                 Idade mínima de 7 anos

Open 2          Verde                   Idade mínima de 7 anos

Sénior            Vermelho           Idade mínima de 14 anos

Elite                Amarelo              Consultar ponto 11.3

 

12. Equipamento de segurança

12.1. A utilização de capacete é obrigatória durante a realização de toda a prova.

 

13. Equipamento da bicicleta

13.1. Uma bicicleta de Trial Bike deve estar equipada com dois travões em perfeito funcionamento;

13.2. O quadro, forqueta, avanço e guiador devem estar em bom estado de conservação, não apresentando quaisquer fissuras;

13.3. Não são permitidos quaisquer sistemas de fixação do atleta à bicicleta.

 

 

ANEXO I

– Taça de Portugal de Trial Bike

 

I.1. A Taça de Portugal de Trial Bike deve ser composta por cinco a sete provas;

I.2. As penalizações de cada atleta são inscritas na sua tarjeta. Aquele que totalize menos pontos de penalização será o vencedor da sua categoria;

I.3. Em caso de penalizações iguais, o desempate é efectuado pelo maior número de zonas a zero pontos, se persistir a igualdade será o desempate pelas zonas a 1 ponto e assim sucessivamente. Se o empate é total, e só para os lugares do pódio, o Delegado Técnico seleccionará uma zona de desempate. Caso seja efectuada com zero penalizações por ambos os participantes ganha aquele que fizer a zona em menos tempo. Em caso de empate de outros corredores, diferentes dos do pódio, o tempo total da competição será o que desempatará;

I.4. À classificação oficial de cada atleta em cada prova, na sua categoria, é atribuída a seguinte pontuação, em termos de Taça de Portugal de Trial Bike:

1º-20 pontos; 2º-17 pts; 3º- 15 pts; 4º-13 pts, 5º-11 pts; 6º-10 pts; 7º-9 pts; 8º-8 pts; 9º-7 pts; 10º-6 pts; 11º-5 pts; 12º- 4 pts; 13º- 3 pts; 14º-2 pts; 15º-1 pts; 16º-0 pts.

I.5. A classificação final é determinada pela soma dos pontos obtidos em todas as classificações;

I.6. Em caso de empate final na Taça de Portugal de Trial Bike, o factor de desempate é o maior número de melhores classificações. Se o empate é total ganha o atleta mais bem classificado na última prova.

 

 

 

ANEXO II

– Lista de atletas Elite 2009

 

João Carlos Soares de Sousa

Daniel Alexandre Soares de Sousa

Jorge Pereira Esteves Ferreira

Filipe Baltasar Fernandes Gomes

Nuno Miguel Marques Cardoso

Pedro Miguel Dias Ribeiro

Carlos Manuel Alves Silva

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